Mayra Aguiar quebra jejum de 37 anos e é campeã em Tóquio

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Foto: Emanuele Di Feliciantonio/IJF)

Brasileira passa por russa, vence duas japonesas por ippon e ganha de campeã mundial na final para levar título mais tradicional do mundo.

 

Como no Grand Slam, cada país-sede pode inscrever quatro atletas em cada categoria – ao contrário do Mundial ou Jogos Olímpicos, por exemplo – muitos consideram o Grand Slam de Tóquio o torneio mais difícil da temporada, já que provavelmente é necessário ganhar de algum atleta do Japão – ou até mais de um para levar o ouro.o

Mayra Aguiar Inbar Lanir Yoon Hyunji e Takayama Rika no pódio 78kg grand slam de tóquio japão(Foto: Tamara Kulumbegashvili / IJF)

E Mayra não só passou por duas japonesas rumo ao ouro, como de maneira fuminante. Na final ela bateu de frente com a atual campeã mundial, Inbar Lanir, de Israel. Vale lembrar que Mayra ficou de fora do Mundial em Doha, e dos Jogos Pan-Americanos este ano para se recuperar inteiramente de lesão, com objetivo total na medalha de ouro olímpica em Paris-2024. Porém, a conquista do Grand Slam de Tóquio, o torneio mais tradicional do circuito internacional, também é muito especial.

“Esta conquista é muito especial para mim. Era uma competição que sempre quis ganhar. Tanto pela dureza que ela é e também porque, depois do Brasil, o Japão é meu lugar favorito. Muito obrigada pela torcida. Seguimos em frente”, declarou a judoca dona de três medalhas olímpicas de bronze (Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2020), três títulos mundiais (Chelyabinsk-2014, Budapeste-2017, Tasquente-2022) e outras cinco medalhas mundiais.

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