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Camaronês encontra no basquete Unifacisa oportunidade de jogar no NBB

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De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), ao final de 2018, mais de 70 milhões de pessoas foram forçadas a emigrar de seus países de origem, como resultado de perseguição, conflitos, violência ou violação dos direitos humanos.

De acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), atualmente o Brasil tem cerca de 43 mil pessoas reconhecidas como refugiadas. Em Campina Grande, na Paraíba, um desses refugiados reconhecidos, encontrou na Unifacisa, através do basquete, uma oportunidade para recomeçar sua vida para além do esporte. Adrien Mouaha, de 24 anos, é originário da República de Camarões.

Aos 6 anos de idade, Adrien Mouaha e parte da sua família foram forçados a fugir do seu país de origem e buscar refúgio nos Estados Unidos, devido à grande perseguição política a opositores do governo do Presidente Paul Biya.

Adrien morou nos Estados Unidos, ao lado da mãe e três irmãos, até os 19 anos. Lá ele teve a oportunidade de frequentar a escola, estudando na Ligth House Cristhina School, em Nashville, no estado do Tennessee. Já em contato com o basquete, Adrien foi para uma faculdade júnior, em Miami, onde estudou por cerca de um ano até receber um convite para jogar profissionalmente no Equador.

“Jogando basquete eu conheci um técnico que estava atuando no Equador, o Pepe, ele gostou do meu estilo de jogo e me fez uma proposta de jogar com ele. Infelizmente não me adaptei bem a altitude do país e passava muito mal durante os treinos e jogos, acabei tendo que deixar essa oportunidade de lado”, disse.

Porém, devido a uma lei norte-americana que impede atletas universitários de serem remunerados, Adrien também não podia voltar para estudar na faculdade júnior em Miami.

“Foi um momento difícil, mas graças ao técnico da faculdade de Miami, o Sam Greer, eu pude conhecer o André Brazolin, um ex-jogador de basquete, que comandava uma equipe que estava disputando a segunda divisão do campeonato Paulista, se me recordo bem. Me mudei para São Paulo e disputei o paulista com o time dele. Durantes os jogos, o Diego Dias me viu jogar, ele entrou em contato com Dudu Schafer, na época técnico do basquete Unifacisa, que me trouxe para Campina Grande”, afirmou.

 

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