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Paraibano Quase abandonava o futebol, o Mangabeirense, e atual lateral da seleção olímpica brasileira

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during the Toulon Tournament Group B match between Brazil and Qatar at the Leo Legrange Stadium on May 30, 2014 in Toulon, France.

Ao seu modo, cada um tem uma história para contar de como chegou até aqui, conheça um pouco do acidente que quase tirou o novo dono da lateral esquerda da seleção olímpica brasileira, Douglas Santos.

Para o destaque do Atlético-MG, Douglas Santos, ter vencido a disputa com Wendell, do Bayern Leverkusen, não é nada perto do que teve que enfrentar para deixar o bairro de Mangabeira em sua João Pessoa-PB.

Ele carrega na coxa esquerda, na maior parte do tempo, coberta pelo calção, as marcas de uma cicatriz que explicam a superação de quem aos 15 anos foi aconselhado a abandonar o futebol e hoje aos 22, estará brigando pelo inédito ouro olímpico.

“Eu o conheci num jogo no Recife quando ele tinha 14 anos. Alguns amigos meus que jogaram na Alemanha queriam fazer intercâmbio com jogadores do Brasil para serem empresários. Então, meu primo, que era treinador de futsal, organizou para fazer um jogo para ver uns garotos, vieram vários de João Pessoa para eles olharem, entre eles, o Douglas. Eles gostaram muito de Douglas e falaram para ele ir para um time do interior de São Paulo para se adaptar antes de se mudar para a Alemanha”, conta o empresário do atleta, Roberto Dantas, ao ESPN.com.br.

Mias havia um obstáculo, no entanto: Douglas Santos era bolsista de um colégio particular em João Pessoa e teve de voltar à sua cidade para disputar a final do Paraibano de futsal intercolégial, Uma decisão que quase sepultou as suas chances no futebol.

“Ele se machucou com 10 minutos ao tomar uma entrada dura e fraturou a perna. O colégio não deu assistência nenhuma para ele. Foi um um desespero grande.

Deram R$ 50 para ir de táxi ao hospital público e o médico queria operar o joelho. O pai dele me ligou desesperado” prossegue Dantas.”Um grande amigo do meu pai era ortopedista e o trouxemos para Recife. Ele fez os exames e a fratura foi bem próxima do joelho, mas no fêmur. Ele colocou pinos e fez a cirurgia. Ficou um ano com o pé para cima sem tocar na bola. Depois voltou a jogar na várzea da Paraíba e o pai me falou de clubes como o Guarani-SP e outro do Uruguai”, completa.Nenhum dos dois acabou sendo o seu destino, contudo

O pai de Douglas pediu orientação a Roberto Dantas, que, naquela época, era apenas sócio de uma academia e não trabalhava como agente. Ainda assim, através de um conhecido, conseguiu um teste para o lateral no Náutico. Foram apenas 20 minutos até ser aprovado. Mais cinco meses para ser alçado ao profissional, praticamente sem base. E depois, também sem escalas, o sucesso.

“Naquela época, não tinha espaço no alojamento (nos Aflitos), então, disse que poderia ficar na minha casa por 15 dias até abrir uma vaga. Acabou ficando junto com a nossa família por dois anos (risos). Não saiu depois que abriu vaga no alojamento e, mesmo depois que estava no profissional, a gente ofereceu um apartamento para ele, mas não queria sair de casa de forma alguma de tão bem que estava adapatado. Minha mãe o tratava como filho e eu como irmão mais novo. Ele só saiu de casa quando foi para a Udinese-ITA”, finaliza Dantas.

O Barcelona e o Valencia-ESP monitoram o seu futebol e chegaram a enviar representantes para acompanhá-los em amistosos no exterior. Pode ser o próximo passo em caso de ouro no Rio de Janeiro.

Fonte: Escrito por Portal Mangabeira

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