Na etapa Elite de João Pessoa do Circuito Mundial de vôlei de praia, Duda e Ana Patrícia vence Bárbara Seixas/Carol Solberg e fatura o título

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(Créditos: Maurício Val/FV Imagem/CBV)

Dobradinha do Brasil na disputa feminina da etapa Elite de João Pessoa (PB) do Circuito Mundial de vôlei de praia. Na tarde deste domingo (26/11), em uma arena lotada na Praia de Tambaú, Duda e Ana Patrícia venceram a decisão contra Bárbara Seixas/Carol Solberg por 2 sets a 1 (29/31, 21/16 e 15/11). Este ano, elas já haviam conquistado os títulos do Circuito Brasileiro e dos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023.

“Foi uma temporada longa, batalhamos muito. Fica a satisfação de fazer o que a gente ama, de alcançar os resultados que tanto trabalhamos para atingir. Nossa expectativa é continuar construindo este caminho para o ano que vem, que é muito importante por causa dos Jogos Olímpicos”, disse Ana Patrícia, que ao lado de Duda venceu cinco etapas Elite na temporada 2023.

Com a vitória, Duda e Ana Patrícia somaram mais 1200 pontos na corrida olímpica, que em junho de 2024 define as duplas que representarão o Brasil nos Jogos de Paris. Bárbara Seixas e Carol Solberg levam 1100 pontos. O Brasil já ganhou 30 medalhas na temporada (12 de ouro, oito de prata e 10 de bronze).  “Jogar uma etapa do Circuito Mundial contando com a força da torcida brasileira é sempre uma grande experiência, é especial. Aproveitamos essa energia e demos o nosso melhor em quadra. Ganhar um título em casa é algo muito marcante”, completou Duda.

A prata na capital paraibana foi a quinta medalha de Bárbara Seixas e Carol Solberg em eventos do Circuito Mundial de 2023. “Nosso começo na competição foi conturbado, mas encontramos o rumo. Resgatamos nossa forma de jogar e contamos com o apoio do público. Sabíamos que a final seria um jogo difícil. Elas conseguiram sustentar melhor o jogo no final e mereceram a vitória. A gente não pode esquecer do progresso que fizemos até agora, e seguiremos trabalhando para o ano que vem ser ainda melhor”, disse Bárbara Seixas. As chinesas Chen Xue e Xinyi Xia completaram o pódio feminino.

Campeões pan-americanos, André e George terminaram em quarto lugar, superados por Boersman/de Groot (HOL) na disputa de bronze. Os campeões foram os suecos Ahman/Hellvig e a prata ficou com os italianos Nicolai/Cottafava. “Pegamos uma chave difícil na primeira fase da competição, mas o nosso jogo fez com que chegássemos à semifinal. Vale essa consistência de estar sempre entre os quatro melhores, são pontos valiosos para a corrida olímpica”, avaliou André.

Na etapa Elite de João Pessoa, a Confederação Brasileira de Voleibol realizou ações como o plantio de mudas nativas na orla da Praia de Tambaú, separação e reciclagem do lixo gerado durante o evento e uma campanha de conscientização para a importância da doação de sangue e medula óssea.  “Tivemos 19 duplas brasileiras nesta etapa do Circuito Mundial. A oportunidade de enfrentar duplas estrangeiras de alto rendimento é importante para o desenvolvimento de nossas duplas, principalmente as mais jovens. A final feminina brasileira mostra que nossas duplas estão jogando em alto nível. Do ponto de vista promocional, tivemos a arena lotada em todos os dias, com a torcida paraibana apoiando o tempo todo, e a confirmação do governo da Paraíba de que voltaremos no ano que vem com mais uma etapa do Circuito Mundial”, comemorou Gulilherme Marques, gerente de vôlei de praia da CBV.

A CBV fez um minuto de silêncio em memória do técnico Jorge Barros, o Jorjão, que faleceu na segunda-feira. Em quase 60 anos dedicados ao esporte, Jorjão escreveu seu nome na história do voleibol. Nos Jogos de Los Angeles 1984, foi assistente técnico de Bebeto de Freitas na conquista da primeira medalha olímpica do vôlei brasileiro, com a inesquecível Geração de Prata. Nos Jogos de Seul 1988, foi treinador da seleção feminina. Ajudou a formar e desenvolver centenas de jogadores em seu trabalho com técnico de categorias de base. Com a seleção masculina sub-19, foi tricampeão sul-americano; e com a masculina sub-21, medalha de bronze no Mundial de 1989. “Dedico essa medalha de prata ao Jorjão, que foi meu grande mestre. Tivemos uma convivência de quase 30 anos e ele será sempre uma referência. Será sempre lembrado por todos”, disse Letícia Pessoa, técnica de Bárbara Seixas e Carol Solberg.

Ascom/ CBV