Rodrigo Cintra, Helder Melillo e Julio Avellar no Conselho Técnico da Série D de 2026Créditos: RafaeL Ribeiro / CBF
Representantes dos 96 clubes do Brasileirão Série D, maior número de equipes da história da competição, participaram na tarde desta quinta-feira (5) do Conselho Técnico do torneio, realizado de forma virtual. Para esta histórica edição, a CBF aumentou as cotas de participação em 64%: de R$ 40 milhões para R$ 65,5 milhões.
Em uma temporada histórica, com uma inclusão nacional inédita, o campeonato saltará de 510 para 610 partidas e garantirá um mínimo de dez a 14 jogos por clube e um máximo de 22 duelos para os finalistas. Desta forma, a CBF cumpre o compromisso firmado no anúncio do novo calendário do futebol profissional masculino, cuja uma das principais diretrizes era assegurar mais jogos à base da pirâmide do futebol brasileiro.
Diretor executivo da CBF, Helder Melillo, no Conselho Técnico da Série D de 2026Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Na sede da CBF no Rio de Janeiro, a reunião foi conduzida pelo diretor executivo da entidade, Helder Melillo, e pelo diretor de Competições, Julio Avellar, e contou com a presença de diretores e presidentes de federações.
“Teremos neste ano uma edição histórica com 96 clubes, o que representa um passo muito importante no fortalecimento da base da pirâmide do futebol brasileiro. Nosso objetivo é ampliar as oportunidades para equipes de todas as regiões do país, garantindo mais jogos, maior visibilidade, cotas de participação ainda mais atrativas para os clubes e melhores condições de participação”, explicou o diretor executivo da CBF, Helder Melillo.
Diretor de Competições da CBF, Julio Avellar, destacou o crescimento da Série DCréditos: Rafael Ribeiro / CBF
“O Conselho Técnico da Série D reafirmou o compromisso da CBF com o fortalecimento e a valorização do futebol em todo o país. A competição passa a contar com 96 clubes, ampliando ainda mais a representatividade nacional e criando oportunidades para equipes de todas as regiões”, destacou Julio Avellar.
“Além disso, a ampliação do acesso, com seis clubes garantindo vaga na Série C de 2027, torna a competição ainda mais competitiva e atrativa. Tudo isso é fruto de um diálogo constante com os clubes e de um esforço para tornar a Série D cada vez mais organizada, forte e representativa do futebol brasileiro”, completou Avellar.
Vice-presidente da Federação Amapaense de Futebol, Netto Góes, no Conselho Técnico da Série D de 2026Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Formato de disputa
A Série D será disputada de 5 de abril a 13 de setembro, em 24 datas (22 aos fins de semana e duas no meio de semana). Na primeira fase, terá 16 grupos, com seis times em cada, dos quais os quatro melhores colocados avançam à segunda fase. Serão dez rodadas, e cada equipe fará cinco jogos como mandante e cinco como visitante.
Em cada fase do mata-mata e nos playoffs, os confrontos acontecerão em jogos de ida e volta. Os quatro clubes que forem eliminados nas quartas de final terão nova chance de ascender à Série C de 2027 nos playoffs, criados pela CBF com o intuito de assegurar mais competitividade e emoção ao torneio.
Os quatro semifinalistas, assim como os vencedores dos playoffs, garantem o acesso à Série C de 2027. O campeão irá se classificar de forma direta para a terceira fase da Copa do Brasil de 2027.
CBF realizou o Conselho Técnico da Série D de 2026Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Confira as cotas de premiação:
1ª Fase: R$ 500 mil (96 clubes) – (Clubes novos terão direito a mais R$ 8 mil para a aquisição de desfibriladores, item obrigatório para a realização de um jogo)
2ª Fase: R$ 100 mil (64 clubes)
3ª Fase: R$ 150 mil (32 clubes)
4ª Fase (Oitavas de final): R$ 180 mil (16 clubes)
5ª Fase (Quartas de final): R$ 180 mil (8 clubes)
Playoffs: R$ 180 mil (4 clubes)
6ª Fase (Semifinal): R$ 180 mil (4 clubes)
7ª Fase (Final): R$ 300 mil (2 clubes)
Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, no Conselho Técnico da Série D de 2026Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
Detalhes desta edição
Até o dia 7 de agosto, os clubes poderão inscrever o número máximo de 50 atletas, entre os quais no máximo oito poderão ser substituídos até 25 de setembro.
Um atleta poderá ser inscrito por outro clube da Série D, após o início da competição, somente a partir da segunda fase e desde que tenha atuado por um clube de origem desclassificado na primeira fase. O atleta que tenha atuado por um clube na Série D somente poderá atuar por mais um clube na Série D. Considera-se como atuação o ato do atleta entrar em campo para a disputa da partida, desde o início ou no decorrer da mesma.
Presidente da Federação Sergipana de Futebol, Milton Dantas, no Conselho Técnico da Série D de 2026Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
A CBF custeará as despesas de logística (transporte, hospedagem e alimentação) para 32 componentes, entre atletas e integrantes das comissões técnicas dos clubes visitantes, arbitragem e exames antidoping.
O VAR será utilizado a partir da terceira fase da Série D.
Assessoria/ CBF







