A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), de forma conjunta com a Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), realizou, nesta segunda-feira (30), sessão especial com o objetivo de refletir a respeito do agravamento do antissemitismo no cenário internacional. O debate, presidido pelo deputado Sargento Neto (PL), faz parte das comemorações da Semana Cultural Judaica. No Legislativo Municipal, o evento foi proposto pela vereadora Eliza Virgínia (PP).
O deputado Sargento Neto destacou a importância do debate e como a ALPB pode contribuir como ferramenta de conscientização da população, com o intuito de educar, instruir e, assim, evitar atos de antissemitismo que “muitas vezes acontecem por falta de conhecimento sobre a história e a vivência do povo judeu”. “Foi um debate muito produtivo, com palestrantes esclarecendo à sociedade paraibana o verdadeiro significado e os valores da comunidade judaica”, explicou.
Para a vereadora, “a Semana Cultural Judaica precisa ser lembrada para reforçar que o povo judeu tem direito à sua terra, à sua cultura e ao respeito em todo o mundo”. A parlamentar ainda chamou atenção para o preconceito contra a população judaica. “O antissemitismo está aflorado no mundo e precisamos combatê-lo, mostrando apoio, amizade e fortalecendo essa relação de respeito entre os povos”, afirmou Eliza Virgínia.
O presidente da Federação Israelita da Paraíba, Hugo Borges, parabenizou os poderes Legislativos Municipal e Estadual pela iniciativa, que avaliou como de extrema importância para dar visibilidade à comunidade judaica. “É um momento muito importante, pois dá voz às nossas comunidades, que são minorias no estado, e permite a troca de experiências e cultura. A única forma de enfrentar o antissemitismo é através da educação, mostrando as contribuições do povo judeu e valorizando a diversidade como caminho para a unidade”, concluiu Borges.
O embaixador pela paz da Confederação Israelita do Brasil, Rafael Zimerman, compartilhou sua experiência como sobrevivente do atentado ocorrido em Israel, em 7 de outubro de 2023. Durante sua palestra, ele relembrou as horas de tensão vividas durante o ataque, revelando que precisou permanecer escondido sob corpos, fingindo-se de morto para sobreviver. “Eu vivi o terror e descobri que a vida acaba por um fio. É um momento de união, de ajudar o outro, de buscar a coexistência em um mundo tão marcado por conflitos”, pediu Zimerman.







